domingo, 12 de abril de 2009

Obrigado Senhor pelas obras da Tua criação

Fiquem em silêncio, liguem o som e ouçam o que eu ouvi.

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sábado, 11 de abril de 2009

POR QUEM CRISTO MORREU?


Existem acontecimentos que foram e são marcantes na vida da Igreja - a vinda do Messias prometido, o nascimento do Senhor Jesus foi sem dúvida algo que marcou a Igreja. Mas, ao celebrarmos ou relembrarmos a chamada sexta-feira santa, estamos perante o culminar do ministério terreno de Cristo, a Sua morte vicária.

Por quem Cristo morreu?

Pelo que sabemos, naquele tempo os criminosos, os malfeitores eram condenados à morte e morte por crucificação. Era algo humilhante - não bastava a condenação como também o facto de ficarem expostos para que todo o povo visse. Creio que muitos observariam com lamento, mas outros com palavras de humilhação. Foi precisamente isso que fizeram com Cristo: "Salvou os outros; salve-se a si mesmo, se é o Cristo, o escolhido de Deus".

Gostava de voltar à pergunta: Por quem Cristo morreu? Imaginemos que estamos no Monte do Calvário e ali estão três cruzes onde foram crucificados os malfeitores, cumprindo a pena pelos seus actos indesejáveis. Mas também está o Senhor Jesus Cristo, o Filho de Deus, Aquele que foi concebido sem pecado, Aquele que veio ao mundo para salvar o seu povo dos seus pecados, Aquele que não conheceu pecado, Aquele que estava ali inocentemente... e fazemos esta mesma pergunta: Por quem Cristo morreu? Teremos a mesma atitude do fariseu? "Ó Deus, graças te dou, porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano."

ELE morreu por mim! Fui eu que matei a Cristo com o meu pecado.

  • Quando eu menti;
  • Quando eu fui desonesto nos meus negócios;
  • Quando eu roubei o meu patrão;
  • Quando eu fui desobediente aos meus pais;
  • Quando eu maltratei o meu próximo;
  • Quando eu cobicei a mulher do meu próximo;
  • Quando eu caluniei;
  • Quando eu deixei de amar o meu próximo;
  • Quando eu pensei mal do meu irmão;
  • Quando eu não fui sincero e transparente;
  • Quando eu amei mais o dinheiro do que a Deus;
  • Quando eu amei mais as coisas do que a Deus;
  • Quando eu fui impuro nos meus pensamentos;
  • Quando eu desobedeci;
  • Quando eu deixei de fazer o que era recto aos olhos do Senhor.

As frases estão no passado, mas bem as podemos colocar no presente.

Jesus no Getsemani fez esta oração: "Pai, se queres, passa de mim este calice; todavia, não se faça a minha vontade, mas a tua."

Jesus sabia da aproximação da hora em que seria abandonado pelo Pai, seria deixado na cruz a sofrer uma morte horrível. JESUS estava a levar o peso do meu pecado; do teu pecado.

"... e escurecendo-se o sol; rasgou-se ao meio o véu do templo. E, clamando Jesus com grande voz disse: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito. E, havendo dito isto expirou."

Tudo isto "Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que lhe deu o seu Filho unigénito, para que todo aquele que nele crê, não pereça, mas tenha a vida eterna." (João 3:16)

A Deus toda a Glória! ALELUIA JESUS ESTÁ VIVO.

Pr. Manuel Luzia

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Elevo os meus olhos

"Elevo so meus olhos para os montes: de onde me virá o socorro? O meu socorro vem do SENHOR, que fez o céu e a terra". Salmo 121:1-2

Crise! O mudo está em crise. É uma das palavras que hoje em dia mais se ouve: "CRISE". Todo o mundo a enfrenta e todos vivem com um certo receio dela.

Como sair da crise? Como enfrentar a crise? São questões sérias e preocupantes que movimentam os vários governos.

Embora os cristãos saibam que não pertencem a este mundo, o facto é que passamos pelas mesmas lutas e dificuldades, pelos efeitos da crise como os demais cidadãos.
Não querendo minimizar o problema da crise, há entretanto algo que como cristãos jamais podemos deixar de pensar e crer, independentemente das circunstâncias.

O socorro vem do SENHOR - Uma das doutrinas que nos são muito queridas e amadas (a nós Reformados) é a que nos fala da Soberania de Deus. Este atributo divino diz-nos que Deus é Senhor sobre todas as coisas. Mas também este Deus Soberano está no controle de tudo e tem conhecimento de tudo. A crise que o mundo atravessa e afecta a cada um, a tribulação que nos bate à porta, o sofrimento que passamos - nada é desconhecido para o nosso Deus. Um deus que não sabe tudo, não tem controle de nada, pode e é apanhado desprevenido com determinadas situações, não é o Deus da Bíblia, não é o Deus em que eu acredito. O Deus da Bíblia é verdadeiramente Soberano e sabe tudo, até os cabelos da nossa cabeça estão contados.
o que acontece ao homem incrédulo quando passa pelas dificuldades, pelas crises? A quem pede socorro? Infelizmente recorre às piores pseudo-soluções. Quando enfrenta a dor, seja ela física ou emocional, o que faz? Muitas vezes entra em desespero total. Não tem forças para enfrentar a realidade e desespera para encontrar alívio para a alma.

Ao lermos as palavras do Salmo 121, encontramos uma atitude de dependência e descanso em Deus, independentemenete das circunstâncias. Dá para entender que o salmista estava em dificuldade, algo de grave se passava na vida dele. Provavelmente ele estava ali a fazer uma análise ao seu problema, à crise do momento e talvez estivesse a pensar em algumas alternativas quando ele diz: "de onde me virá o socorro?" Quando tudo parecia não ter solução, quando a angústia parecia tomar conta do seu coração, ele diz confiada e convctamente: "O meu socorro vem do SENHOR, que fez o céu e a terra". A confiança do salmista estava em Deus! E não era um deus qualquer, não era um deus feito pelas mãos dos homens, mas era o Deus que tinha feito o céu e a terra. Era o Deus Criador!
Todo este Salmo 121 está repleto de certezas que nos dão segurança. Deus está connosco; é Ele que guarda a nossa entrada e a nossa saída. Deus cuida de nós de forma ininterrupta - "não tosquenejará... não dormirá o guarda de Israel"
Foi Deus que nos enviou o Seu Unigénito Filho para ser o nosso Salvador e Senhor. Tal como o salmista, também os salvos podem agora dizer: o meu socorro veio do Senhor.
Ainda que os problemas nos atinjam, ainda que tenhamos que enfrentar a dor, o sofrimento, os efeitos da crise mundial que possamos dizer como o salmista: "O meu socorro vem do SENHOR, que fez o céu e a terra".
"Porquanto, ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos corrais não haja vacas, todavia, eu me alegrarei no SENHOR, exultarei no Deus da minha salvação". Habacuque 3:17-17
Quando tudo parece falhar, saibamos que Deus é o nosso socorro.

Soli Deo Glória!!

VIDA DE SANTIDADE

Entre muitos outros homens, Deus usou de forma poderosa o Apóstolo Paulo - vemo-lo submeter-se ao senhorio de Cristo no momento da sua conversão, quando ele diz: "Senhor, que queres que faça?" A partir dali vamos encontrar alguém empenhado na pregação fiel do Evangelho e na defesa do mesmo.
Ao lermos a 1ª carta aos Tessalonicenses vemos que muitos pagãos e idólatras ao ouvirem o Evangelho através do ministério de Paulo, tiveram as suas vidas transformadas. O Espírito Santo aplicava a mensagem aos corações e muitos eram convertidos.
Pelo que podemos perceber, e pessoalmente acho uma coisa natural e até saudável - Paulo tinha um carinho e cuidado especial pelas igrejas que ajudou a fundar, logo, era natural ele ter interesse em saber como iam as coisas. Paulo recebe notícias de Tessalónica, imagino a sua alegria e desejo se saber como ia a obra do Senhor. Recebe notícias da igreja de Tessalónica e fica empolgado. Encoraja os crentes a continuarem a progredir na fé, na maturidade cristã, no conhecimento das coisas de Deus. "... assim andai, para que continueis a progredir cada vez mais."
E, no cuidado pastoral que caracterizava Paulo, ele dirige-se aos tessalonicenses para lhes falar da nova vida que agora tinham em Cristo. Esta nova vida implicava deixar completamente a conduta imoral e idolatra do passado. Em outras palavras, eles precisavam de ter vidas santificadas.
É natural que alguns achem que isso não é necessário e poucos se preocupam em ter e manter uma vida santa diante de Deus. Porém é algo de extrema importância na vida de alguém que está em Cristo.
Precisamos permanentemente voltar para aquilo que Paulo diz aos coríntios quanto ás coisas que nos são lícitas mas que de forma alguma nos convêm ou contribuem para a nossa edificação e daqueles que estão connosco.
Santidade deve ser a nossa preocupação, a nossa prioridade. Mas, o que é uma vida santificada? Que implicações traz para a nossa vida?
No cap. 5, versículo 23 da 1ª carta aos Tessalonicenses, Paulo diz que todo o nosso ser deve ser conservado irrepreensível para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. Isto tem a ver com santificação. Vida de santidade é uma vida separada do mundo, ou estamos esquecidos disto?! Estamos no mundo mas não somos do mundo. Somos d'Aquele que deu a Sua vida por nós e comprou-nos com o Seu precioso sangue. Ser santo e mundano ao mesmo tempo é algo incompatível. Daí a necessidade urgente de observarmos aquilo que Paulo diz quanto ao que nos é lícito e aquilo que nos convém.
É lícito brincar ao Carnaval? É! Não vou ser preso por o fazer. Mas... convém? Ah isso é outra coisa e à luz da Palavra de Deus o mais importante para dar atenção. Convém? É para edificação? Com toda a certeza que não convém nem é para edificação. Basta lermos um pouco sobre a "raiz" dessas festividades para, como crentes no Senhor Jesus, repudiarmos qualquer envolvimento ou identificação com o Carnaval.
Vida de santidade está relacionada com uma vida de consagração, de busca da presença de Deus. Consagração que nos leva a procurar a vontade de Deus para a nossa vida. E Deus quer de cada um de nós; os seus filhos, uma vida de santidade (I Tes. 4:3). A Palavra do Senhor nos chama à santificação.
Vivamos vidas santas, consagradas a Deus que nos amou e ama; vidas que horam e glorificam a Deus.
Soli Deo Glória!!

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Adoração


No Evangelho segundo S. Mateus cap. 2:1-11, encontramos a história dos reis magos. É uma história que me faz voltar algumas decadas atrás e lembrar quando a ouvia nos bancos da Escola Dominical. Com esta história, creio que bem podemos aprender algumas lições.
Num contexto protestante/evangélico a pergunta: A quem devemos cultuar? Parece à partida ser de fácil resposta. Vejamos.
Com o nascimento do Messias prometido em Belém da Judeia, eis que o rei Herodes fica sobremodo perturbado, ele e toda a Jerusalém. Ele procura ser simpático e interessado e indaga dos magos o local onde Jesus estaria, dizendo que também quer ir adorá-lo. Efectivamente ele não queria adorar Jesus. É-nos mostrado isso mais à frente no texto.
Os magos empreenderam uma longa viagem para adorar Aquele que era o Rei dos reis, o Rei dos judeus (vers.2) Eles reconheceram em Cristo a presença de Deus: "viemos adorá-Lo". Eles viajaram até Belém da Judeia não para adorar ou cultuar pessoas, mas sim o Salvador.
Jamais encontraremos referências a qualquer reverência ou devoção a Maria e José. Entretanto muitos nutrem por Maria um amor, uma devoção tal que é maior do que ao próprio Senhor Jesus. Infelizmente para muitos, Maria ocupa um lugar de primazia nas suas vidas.
"e, entraram na casa, encontraram o menino com a sua mãe, e, prostando-se, O adoraram..." (v.11) De facto Maria estava lá como mãe dedicada e cuidadosa, ela estava com o filho. Mas a adoração foi prestada ao Senhor Jesus. Precisamos ser extremamente cuidadosos quanto a isto - a quem estamos a adorar / cultuar? O culto Reformado é dirigido ao Único que é digno de receber a honra, a glória e o poder. Logo, tudo o que fizermos, se não tem este único e sublime propósito - então estivemos a fazer qualquer coisa menos cultuar ao Senhor. Se aquilo que nos leva a ir à Casa de Deus não é a verdadeira adoração centralizada na Pessoa do Senhor, então estamos em pecado.
Voltando à história dos magos - o texto diz-nos que eles chegaram diante de Jesus, adoraram-No e abriram os seus cofres e lhe ofertaram dádivas - ouro incenso e mirra. Creio que era aquilo que de melhor e mais valioso aqueles possuiam e, foi isso que ofertaram a Jesus.
E nós? Quando cultuamos o Senhor dos senhores, o Rei dos reis, Aquele que nos salvou e nos apresentou justificados diante do Pai mediante a Sua morte na cruz do Calvário - o que trazemos ao Senhor? Os restos? As sobras? A segunda escolha? Aquilo que não nos faz falta?
Ao adorarmos o Senhor, temos de abrir o nosso coração diante do Rei Jesus e oferecer-lhe o melhor.
Duas lições: Adorar / cultuar só e só ao SENHOR! O que dermos ao Senhor tem de ser sempre o MELHOR!
"Buscai primeiro o reino de Deus e a sua justiça..." (Mateus 6:33)