domingo, 22 de fevereiro de 2009

VIDA DE SANTIDADE

Entre muitos outros homens, Deus usou de forma poderosa o Apóstolo Paulo - vemo-lo submeter-se ao senhorio de Cristo no momento da sua conversão, quando ele diz: "Senhor, que queres que faça?" A partir dali vamos encontrar alguém empenhado na pregação fiel do Evangelho e na defesa do mesmo.
Ao lermos a 1ª carta aos Tessalonicenses vemos que muitos pagãos e idólatras ao ouvirem o Evangelho através do ministério de Paulo, tiveram as suas vidas transformadas. O Espírito Santo aplicava a mensagem aos corações e muitos eram convertidos.
Pelo que podemos perceber, e pessoalmente acho uma coisa natural e até saudável - Paulo tinha um carinho e cuidado especial pelas igrejas que ajudou a fundar, logo, era natural ele ter interesse em saber como iam as coisas. Paulo recebe notícias de Tessalónica, imagino a sua alegria e desejo se saber como ia a obra do Senhor. Recebe notícias da igreja de Tessalónica e fica empolgado. Encoraja os crentes a continuarem a progredir na fé, na maturidade cristã, no conhecimento das coisas de Deus. "... assim andai, para que continueis a progredir cada vez mais."
E, no cuidado pastoral que caracterizava Paulo, ele dirige-se aos tessalonicenses para lhes falar da nova vida que agora tinham em Cristo. Esta nova vida implicava deixar completamente a conduta imoral e idolatra do passado. Em outras palavras, eles precisavam de ter vidas santificadas.
É natural que alguns achem que isso não é necessário e poucos se preocupam em ter e manter uma vida santa diante de Deus. Porém é algo de extrema importância na vida de alguém que está em Cristo.
Precisamos permanentemente voltar para aquilo que Paulo diz aos coríntios quanto ás coisas que nos são lícitas mas que de forma alguma nos convêm ou contribuem para a nossa edificação e daqueles que estão connosco.
Santidade deve ser a nossa preocupação, a nossa prioridade. Mas, o que é uma vida santificada? Que implicações traz para a nossa vida?
No cap. 5, versículo 23 da 1ª carta aos Tessalonicenses, Paulo diz que todo o nosso ser deve ser conservado irrepreensível para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. Isto tem a ver com santificação. Vida de santidade é uma vida separada do mundo, ou estamos esquecidos disto?! Estamos no mundo mas não somos do mundo. Somos d'Aquele que deu a Sua vida por nós e comprou-nos com o Seu precioso sangue. Ser santo e mundano ao mesmo tempo é algo incompatível. Daí a necessidade urgente de observarmos aquilo que Paulo diz quanto ao que nos é lícito e aquilo que nos convém.
É lícito brincar ao Carnaval? É! Não vou ser preso por o fazer. Mas... convém? Ah isso é outra coisa e à luz da Palavra de Deus o mais importante para dar atenção. Convém? É para edificação? Com toda a certeza que não convém nem é para edificação. Basta lermos um pouco sobre a "raiz" dessas festividades para, como crentes no Senhor Jesus, repudiarmos qualquer envolvimento ou identificação com o Carnaval.
Vida de santidade está relacionada com uma vida de consagração, de busca da presença de Deus. Consagração que nos leva a procurar a vontade de Deus para a nossa vida. E Deus quer de cada um de nós; os seus filhos, uma vida de santidade (I Tes. 4:3). A Palavra do Senhor nos chama à santificação.
Vivamos vidas santas, consagradas a Deus que nos amou e ama; vidas que horam e glorificam a Deus.
Soli Deo Glória!!

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Adoração


No Evangelho segundo S. Mateus cap. 2:1-11, encontramos a história dos reis magos. É uma história que me faz voltar algumas decadas atrás e lembrar quando a ouvia nos bancos da Escola Dominical. Com esta história, creio que bem podemos aprender algumas lições.
Num contexto protestante/evangélico a pergunta: A quem devemos cultuar? Parece à partida ser de fácil resposta. Vejamos.
Com o nascimento do Messias prometido em Belém da Judeia, eis que o rei Herodes fica sobremodo perturbado, ele e toda a Jerusalém. Ele procura ser simpático e interessado e indaga dos magos o local onde Jesus estaria, dizendo que também quer ir adorá-lo. Efectivamente ele não queria adorar Jesus. É-nos mostrado isso mais à frente no texto.
Os magos empreenderam uma longa viagem para adorar Aquele que era o Rei dos reis, o Rei dos judeus (vers.2) Eles reconheceram em Cristo a presença de Deus: "viemos adorá-Lo". Eles viajaram até Belém da Judeia não para adorar ou cultuar pessoas, mas sim o Salvador.
Jamais encontraremos referências a qualquer reverência ou devoção a Maria e José. Entretanto muitos nutrem por Maria um amor, uma devoção tal que é maior do que ao próprio Senhor Jesus. Infelizmente para muitos, Maria ocupa um lugar de primazia nas suas vidas.
"e, entraram na casa, encontraram o menino com a sua mãe, e, prostando-se, O adoraram..." (v.11) De facto Maria estava lá como mãe dedicada e cuidadosa, ela estava com o filho. Mas a adoração foi prestada ao Senhor Jesus. Precisamos ser extremamente cuidadosos quanto a isto - a quem estamos a adorar / cultuar? O culto Reformado é dirigido ao Único que é digno de receber a honra, a glória e o poder. Logo, tudo o que fizermos, se não tem este único e sublime propósito - então estivemos a fazer qualquer coisa menos cultuar ao Senhor. Se aquilo que nos leva a ir à Casa de Deus não é a verdadeira adoração centralizada na Pessoa do Senhor, então estamos em pecado.
Voltando à história dos magos - o texto diz-nos que eles chegaram diante de Jesus, adoraram-No e abriram os seus cofres e lhe ofertaram dádivas - ouro incenso e mirra. Creio que era aquilo que de melhor e mais valioso aqueles possuiam e, foi isso que ofertaram a Jesus.
E nós? Quando cultuamos o Senhor dos senhores, o Rei dos reis, Aquele que nos salvou e nos apresentou justificados diante do Pai mediante a Sua morte na cruz do Calvário - o que trazemos ao Senhor? Os restos? As sobras? A segunda escolha? Aquilo que não nos faz falta?
Ao adorarmos o Senhor, temos de abrir o nosso coração diante do Rei Jesus e oferecer-lhe o melhor.
Duas lições: Adorar / cultuar só e só ao SENHOR! O que dermos ao Senhor tem de ser sempre o MELHOR!
"Buscai primeiro o reino de Deus e a sua justiça..." (Mateus 6:33)

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Feliz Natal a todos

"Glória a Deus nas maiores alturas"


segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Muito Fruto



...Que deis muito fruto.
Joã0 15:1-14
JESUS prepara os Seus discípulos para a Sua partida. Dá-lhes muitas e preciosas instruções para as suas vidas. Entre as muitas coisas que Jesus falou, disse-lhes que daria a verdadeira paz, aquela que o homem não pode dar.
Ao lermos o texto do Evangelho segundo João, vemos que o Senhor Jesus, duma forma muito clara, aborda a ligação íntima que tem de existir no relacionamento dos cristãos com Ele, o Senhor.
Como em muitas outras ocasiões, o Mestre divino recorre de figuras, situações familiares para ensinar os Seus discípulos. Aqui o Senhor usa a figura da videira e a necessidade das varas estarem ligadas à videira para darem fruto.
Se é este o propósito do Senhor para a vida de cada um daqueles que o Pai Lhe deu, e pelos quais Ele veio a este mundo para salvar - porque será que muitos estão a dar tão pouco fruto? Porque será que uma vida cristão superficial, satisfaz tanta gente?
Nada melhor do que voltarmos a nossa atenção para as Escrituras. Aqui podemos ver alguns motivos que levam à pouca produtividade na vida cristã.
  • Estar em Cristo - Uma das condições para darmos fruto na vida cristã é: Estarmos em Cristo (João 15:4, 5, 7). Isto nos mostra de forma inequívoca a tal intimidade que tem de existir entre nós e o Senhor Jesus. Estar em Cristo é, ao mesmo tempo - Cristo ser o centro das nossas atenções, Cristo ser tudo para nós, Cristo ser o Senhor da e na nossa vida, Cristo ser o alvo dda nossa adoração e louvor.

O problema prende-se muitas vezes com o facto de vivermos alheados d'Aquele que deu a Sua preciosa vida por nós. Vivemos como se Cristo não fizesse parte da nossa vida, e só recorremos à Sua Pessoa em tempos de crise/tempestade. Passando a crise/tempestade, o Senhor passa novamente para segundo plano.

Não querendo tirar as coisas do seu contexto, nem tão pouco forçar uma interpretação, penso que podemos, sem correr grande risco, olhar para a parábola do semeador e vermos outros motivos que levam à falata de fruto nas nossas vidas.

Na parábola do semeador encontramos vários tipos de terreno onde a semente caiu e o seu resultado.

  • Terreno raso - Superficialidade. Não há profundidade espiritual na vida. Satiszafemo-nos em viver uma vida cristã superficial, baseada à volta dos princípios rudimentares da fé.
  • Pouca raíz - A intimidade com Cristo precisa de raízes. Precisamos de firmeza da Palavra, verdadeira intimidade com Cristo que nos leva a entrar no nosso quarto, e fechar a porta e orar ao Senhor. É este tempo de intimidade que enraíza a nossa fé na Pessoa bendita de Jesus Cristo.
  • Terreno cheio de rochas - Alguns não crescem porque têm apenas aparência de boa terra. Aparentam ser bons cristãos - vão à Igreja, fazem as suas contribuições, etc. etc. mas depois falta a intimidade com o Senhor. O pecado nas variadas formas, toma conta das suas vidas e depois não há espaço para o crescimento.

Não dar fruto, de acordo com o texto, é: não estar em Cristo. Logo, sendo varas infrutíferas, elas serão cortadas e lançadas no fogo.

Ou, o homem está em Cristo, e se está em Cristo, dá fruto, glorifica a Deus, é discípulo de Cristo, é amigo de Cristo e assim está a viver a vida cristã como o Senhor quer - guarda os mandamentos, obedece ao Senhor, é achado fiel, está a amar os outros.

ou, não está em Cristo, logo separado da glória de Deus, condenado ao inferno, incapaz de se salvar por si mesmo e carecendo da graça salvadora que só o Senhor Jesus pode dar.

Estamos em Cristo? Então vamos dar fruto que honra e glorifica o nosso Pai que está nos céus.

sábado, 22 de novembro de 2008

8ª Conferência da Fiel





















Com T-shirts comemorativas dos 491 anos da Reforma.

Quando participámos na Conferência Fiel em Água de Madeiros